As férias do JM com o pai

Inicialmente, tínhamos pensado que o JM deveria continuar a ir à escolinha. Achávamos que manter a rotina diária dele faria com que ele sentisse menos as alterações (inevitáveis, de resto) no seu mundo invadido pela o irmão recém-nascido. No entanto, o nascimento atribulado do MM acrescido da gastroenterite do JM fez-nos temer que este último pudesse trazer todo o tipo de bicharada do infantário cá para casa. Por alguma razão, os pediatras lhes chamam os ‘infectários’. Uma vez que estou a gozar dos 10 dias obrigatórios de licença de parentalidade, achámos que deveria fazer jus ao estatuto. Assim, o JM tem passado a semana connosco em casa.

O tempo não tem ajudado. Manter uma criança de 3 anos fechada em casa é um ror de trabalhos. Quando há uma aberta ainda o consigo levar ao parque. No resto do tempo, acompanha o pai nos afazeres corriqueiros: ir comprar não-sei-o quê, descer aos arrumos buscar não-sei-que-mais, ir ao registo notarial esperar 1 hora e não ver o seu assunto (do pai) resolvido, voltar no dia seguinte e esperar outra hora e continuar sem ver o seu assunto resolvido. Dentro de quarto paredes, admito que não somos muito criativos e actividades habituais são: ver concertos dos Metallica enquanto o pai actualiza o blogue e responde e-mails, corridas de carro a pedais na garagem, construções com legos, experiências com lápis de côr (a que eu não chamaria colorir, muio menos desenho), doses massivas de Panda. Ainda faltam 4 dias até o pai voltar ao hospital e o JM voltar à escolinha. Os dias parecem querer melhorar, pelo que estou a programar: Sealife, viagem de Metro (uma estreia), Jardim Zoológico da Maia e uma terceira ida ao registo notarial. Têm mais sugestões?

[fonte: accuweather.com]

João Moreira Pinto

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