Diga 33, outra vez

Imagino que estejam curiosos em saber o que a Mãe escolheu entre tanta pedinchice que o pai faz aqui aos sábados. Talvez não, mas cá vai na mesma. Não é que eu seja propriamente um guitarrista mediano. De facto, sou bastante medíocre, masentretenho-me a tocar, de vez em quando. Ao longo de mais de duas décadas, fui conservando a mesma guitarra com que aprendi os primeiros acordes nos início dos 90s. A guitarra viajou sempre entre o quarto e a sala, disponível para o próprio ou para os amigos (bem mais talentosos) fazerem o gosto ao dedo. Até há cerca de 3 anos. No casamento de um casal amigo, o irmão da noiva convidou os amigos a juntarem-se ao coro da cerimónia. Como o pai consegue cantar pior do que toca, optou-se pela última solução. O casamento foi lindo e o coro esteve à altura. Mas, já os noivos saiam da igreja ao som de um animado e a música ecoava em harmonia pelas paredes da igreja, quando este que vos escreve num misto de ‘cirque du soleil’ e final heróico de um concerto dos Metallica, tropeça num banco e se estatela no chão, por cima da guitarra, partindo-a sem conserto.

No Domingo, o pai recebeu uma guitarra clássica, fabrico artesanal, 100% português e selo de qualidade da Casa da Guitarra. A Mãe, que sabia o que o pai mais queria, trouxe de volta os ensaios cá para casa. Para que o MM sofra o mesmo que o JM sofreu back in 2010.

Aqui estão pai e filho com menos 3 anos em cima.

João Moreira Pinto

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *