Preparar mala de primeiros socorros para férias

De férias com as crianças, há um conjunto de bens de primeira necessidade que não dispenso. Umas coisinhas que coloco na mala de viagem para a eventual emergência. Pode e deve ser organizado numa mala à parte: uma mala de primeiros socorros em viagem. O que colocar lá dentro?

  • Compressas esterilizadas, solução de iodopuvidona (vulgo Betadine) e pensos impermeáveis. A trilogia para as feridas e escoriações.
  • Soro fisiológico. Em ampolas é melhor que em frasco, porque permite manter o soro esterilizado. O SF dá sempre jeito para limpar uma ferida ou tirar alguma poeira do olho.
  • Ligaduras. Para além de imobilizarem um pé torcido, podem segurar um saco de gelo ou comprimir uma ferida sangrante.
  • Paracetamol e ibuprofeno. Ambos têm efeito antipirético (contra a febre) e analgésico (contra a dor).
  • Termómetro. É sempre bom ver a temperatura, antes de dar um atni-pirético.
  • Repelente de insectos (loção ou roll on para o corpo e ambientador para o quarto). Que eu saiba apenas a loção anti-mosquito da Johnson’s garante segurança de utilização apartir dos 6 meses. A maioria dos roll on estão aprovados para usar apartir dos 24 meses. Mesmo assim, tenha muita atenção antes de comprar a este pormenor da idade.
  • Creme com corticóide. É o mais eficaz contra as picadas de insectos, mas obriga a uma receita médica. O Fenistil gel contem um anti-histamínico e é uma boa opção dentro dos medicamentos de venda livre. Apesar dos estudos dizerem que não influenciam na evolução da reacção à picada, existe efectivamente um alívio dos sintomas, como sejam a diminuição da comichão e alívio do calor local.
  • Protector solar. Adaptado à idade das crias.
  • Creme hidratante (bem gordo). O melhor para as queimaduras e sempre útil na reabilitação de uma pele agredida por um dia de praia ou de piscina.
  • Uma pinça e uma tesoura. Geralmente, as que a Mãe carrega no estojo de maquilhagem são suficientes para uma emergência.
  • Boletim de saúde infantil e registo de vacinas. Nunca esquecer.
  • (Acrescentaria um aspirador de nariz, se for viajar com um bebé.)
[fonte: edestinos.com.br]
 
Viajar em Portugal é um sossego, porque temos uma boa rede de cuidados de saúde (público e privado). Em caso de doença, temos sempre onde nos socorrer e existe uma grande oferta de farmácias e parafarmácias, onde podemos aceder facilmente a medicamentos. Assim, o kit de cima é suficiente para uma pequena emergência. Se for, para um País onde o acesso a fármacos possa não ser tão fácil, tento levar mais qualquer coisa:
  • Soro de hidratação oral, para o caso de haver vómitos.
  • Um ‘bebegel’ ou outro enema, não vá a criança ‘entupir’. É frequente quando alteram rotinas.
  • Um creme com antibiótico e um outro com antimicótico, para uma eventual dermatite das fraldas, ferida infectada e lesões da pele várias.
  • Um antibiótico oral que seja ‘abrangente’ para as doenças da pequenada: amigdalites, otites, infecções respiratórias altas, etc.

 

Como estes dois últimos obrigam a receita médica, deverá visitar o pediatra ou o médico assistente. Aproveite e pergunte se deverá levar mais qualquer coisa. Ele adaptará o kit de viagem do seu filho, em função do estado cínico e das doenças tidas anteriormente, olhando também ao país e à altura do ano em que irão viajar. E, claro, não se esqueça de ver se precisa de vacinas antes de partir.

 

[Texto revisto apartir do seu original publicado no blogue em 9 de Julho de 2013.]

 

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João Moreira Pinto

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