Não faça

Na minha vida profissional, fui (e continuo a ser) testemunho da força dos pais de meninos e meninas com deficiência. Entre o que é doença física e doença mental, a deficiência tem vários espectros e a determinação destes pais excede o que poderíamos à partida esperar do ser humano. Hoje comemora-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. É um convite à reflexão sobre como pequenos gestos nossos poderiam melhorar (e muito) a vida daqueles que têm mais dificuldades a vivê-la. Para início de conversa, comecemos pelo mais fácil: coisas para não fazer, isto é, pequenas omissão que melhorariam (e muito, outra vez) a vida de quem tem deficiência e daqueles que os assistem.

Primeiro, não estacione em cima dos passeios nem das passadeiras. São só 5 minutos (que  nunca são), mas podem custar uma eternidade para quem não consegue ultrapassar o obstáculo e terá que procurar (sabe-se lá como) percurso alternativo.

Segundo, saia da frente. A pessoa com deficiência tem sempre prioridade. Não é preciso ter uma placa indicativa na caixa do supermercado. Para além da ansiedade acrescida, aquela espera pode significar uma ida à casa de banho que se perde (literalmente).

Terceiro, não crie mais obstáculos. No seu dia-a-dia, seja trabalho ou lazer, procure criar o menor número de obstáculos possível. A burocracia é obstáculo. Lixo no chão é obstáculo. Armariozinhos no caminho, decoração acessória, balcões altos, música demasiado alta, entre outros, são todos obstáculos. Não faça. É um favor que nos faz a todos, mas principalmente a quem é deficiente.

[fonte: idpwd.com.au]

João Moreira Pinto

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