Piscinas e natação (II)

10 Conselhos para Evitar os Afogamentos de Crianças
Bernarda Sampaio

  1. Perto da água, não perca as crianças de vista nem por um segundo. Não espere ouvir barulho. Uma criança não esbraceja nem grita quando cai à água: afoga-se em silêncio absoluto. Redobre a vigilância com as crianças mais novas ou com necessidades especiais, no caso destas o adulto deverá estar na água e as crianças ao alcance de um braço. 
  2. Nunca deixe uma criança com menos de 3 anos sozinha na banheira durante o banho; não atenda o telefone nem a porta. Despeje a água da banheira imediatamente após a utilização. 
  3. Despeje toda a água de baldes, alguidares e banheiras logo após a utilização.
  4. Dificulte o acesso das crianças aos locais com água: vede as piscinas e tanques e cubra os poços. Não tenha brinquedos próximos à piscina, nem use colchões ou brinquedos insufláveis.
  5. Escolha praias e piscinas vigiadas e cumpre a sinalização. Nas praias localize o nadador salvador.
  6. Coloque sempre coletes salva-vidas às crianças, mesmo que saibam nadar, em águas agitadas, turvas ou profundas e sempre que andar de barco ou praticar desportos naúticos.
  7. Em águas paradas, transparentes e pouco profundas e mesmo quando a criança está a brincar perto da piscina, coloque braçadeiras às crianças que ainda não sabem nadar bem.
  8. Ensine as crianças a nadar, mas mantenha a vigilância. O álcool pode interferir com o seu estado de vigília e com a sua capacidade de nadar. Alerte os adolescentes para este perigo.
  9. Ensine as crianças a nunca irem nadar sozinhas, a nadar paralelamente à margem e a não mergulhar de cabeça sem conhecer bem a profundidade da água ou se existem rochas ou desníveis no fundo, não mergulhar em pontões. Ensine as crianças a nunca atrapalhar outras crianças com brincadeiras perigosas (submersão da cabeça, empurrões para a água…).
  10. Aprenda a fazer reanimação cardio-respiratório, esse gesto pode salvar uma vida. Faça um curso de Primeiros Socorros! Se ocorrer um acidente por submersão e a criança parar de respirar, se possível alerte o nadador salvador, chame o 112 e dê indicações precisas sobre o local onde se encontra;se souber, inicie a reanimação cardio-respiratória e mantenha-a até à chegada da ambulância. 
[fonte: esellerpro.com]

A existência de uma boa vedação diminui para metade o número de acidentes por submersão nas piscinas. Para ser eficaz, a vedação não deve permitir a passagem de uma criança por cima, por baixo ou através dela. (ver recomendações técnicas para vedações de piscinas na APSI)

Os coletes salva-vidas e as braçadeiras facilitam a flutuação, mas não substituem nunca a vigilância activa do adulto. Estima-se que 85% dos afogamentos resultantes de acidentes com barcos poderiam ter sido evitados se a vítima utilizasse colete salva-vidas. As bóias e colchões insufláveis são perigosos e não devem ser usados por crianças. Viram-se facilmente e podem ser arrastados pelo vento.

Normas a ter em atenção na escolha de braçadeiras :

  • Devem ser adequadas ao peso da criança e estar de acordo com as normas de segurança
  • Ter pipos com saída de ar controlada
  • Ter duas camaras de ar independentes em forma de anel à volta do braço
  • Ter cores garridas
  • Em cada colocação acabe de enchê-las já no braço, para que fiquem bem ajustadas

Alguns conselhos na escolha de coletes salva-vidas:

  • Devem ser adequadas ao peso da criança e estar de acordo com as normas de segurança
  • Não devem ser insufláveis

Em férias, redobre a vigilância. O primeiro dia de férias e o final da tarde são as alturas em que acontecem mais afogamentos. Quando chegar, e antes de desfazer as malas, inspeccione o local onde vai viver nos próximos tempos, verificando o acesso a piscinas, lagos, tanques, poços, rios ou mar. Utilize embarcações aquáticas em segurança: respeite e faça respeitar as zonas de banhistas. Jovens com menos de 16 anos não devem conduzir embarcações pessoais como motos de água ou outras. Lembre-se que o colete salva-vidas deve ser sempre utilizado.

João Moreira Pinto

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