Porque o pai quer: Insys

Há cerca de cinco anos, tomei a decisão de que não iria piratear programas de computador. Piratear é um crime, porque trata-se efectivamente de um roubo. Por isso, há cinco anos, iniciei a minha aventura pelo sistema Linux.

Para quem não sabe, o Linux é um sistema operativo que utiliza a linguagem Unix (a mesma que o iOS da Apple) e é grátis. Todos (ou quase todos) os programas são gratuitos e de código aberto, o que permite que os utilizadores os vão melhorando aos poucos e partilhem este pequenos melhoramentos sobre a forma de plug ins que disponibilizam aos outros utilizadores. Isto tem feito com que as incompatibilidades que existiam com outros sistemas operativos (nomeadamente o windows) sejam cada vez menores.  Devo-vos dizer que consegui fazer toda a edição de vídeos e de imagens do meu doutoramento mais a entrega e a recepção de textos, dados e correcções de colegas que trabalham com windows e iOS, utilizando exclusivamente o meu portátil Ubuntu.

 
[fonte: wikimedia.org]

Existem várias distribuições/máscaras Linux. Eu utilizo a Ubuntu, por ser a mais conhecida, por ter uma usabilidade muito intuitiva e por ter fóruns ‘para tótós’ onde conseguido esclarecer todas as dúvidas. O único problema que encontrei foi quando quis trocar de portátil. Nas fnacs, wortens, rádios populares, etc. os portáteis têm o windows pré-instalado. Para além de ser um software que eu não quereria pagar (porque não iria utilizar), o windows 8 bloqueia a BIOS, tornando quase impossível a instalação de outro sistema operativo. Mais, quem se atrever a tentar ultrapassar este bloqueio, perde a garantia da marca. Após meses de busca, encontrei uma marca que vende portáteis com sistema operativo Linux. E, cereja no topo do bolo, ela é portuguesa. Obviamente, os componentes vêm todos da Ásia, mas o desenho e a montagem é feito em Portugal (Aveiro, segundo percebi). Nas lojas Inforlândia (por todo o País) ou na loja online (por todo o Mundo), podem comprar os portáteis Insys com sistema operativo Ubuntu ou com windows 8.

João Moreira Pinto

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