Temos boavisteiro (sequela)

Das modas e manias das crianças em idade escolar a mais persistente ao longo de gerações e gerações é colecção de cromos. Com a entrada na ‘escola dos mais velhos’, deveria ter previsto que o JM ia ser contaminado pela febre dos cromos de futebol. Felizmente (e até ver), ainda só cravou umas carteirinhas aos avós. Mas o inevitável acabou por acontecer: «onde está o Boavista?»

Tentei explicar que havia várias divisões, que a revista era para a Primeira Liga e o Boavista estava noutra, que não era pior nem melhor, era só diferente (menti), que uns não jogavam contra os outros, e mais uma série de pormenores que escapam a uma criança de 3 anos. Contas feitas, o JM separou os jogadores por equipas: o PORTO (dito assim), o Benfica (que incluí o Sporting Clube de Braga, mas «perde sempre»), Sporting («buuuuuuh», diz ele), os Amarelos (incluí Paços de Ferreira, Estoril, etc) e o grande Boavista (também conhecido por Vitória de Guimarães, onde também jogam alguns jogadores equipados com o equipamento alternativo do Benfica e de outros clubes estrangeiros).

Ah! Lembrar que fazíamos parte da capa… Será que para o ano voltamos mesmo à Primeira Liga? Se não, até quando conseguirei viver esta mentira?

João Moreira Pinto

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