Um fim-de-semana sem interrupções

Tempo para aproveitar os filhotes, o ar  puro, esta minha cidade invicta. Fomos ao Mercadito. Tantos vestidos e folhos continuam a ser demasiado para mim e para o JM. A Carlota empoleirou-se no skate para espreitar o MM, o que fez com que o JM, lá do fundo, saltasse a correr para reclamar os seus direitos (sobre o skate, entenda-se). Não consegui retratar o momento, mas como a Carlota tinha uma legião de fotógrafos atrás, espero que algum deles tenha conseguido. Estava realmente tudo muito bem organizado. Parabéns, Fernanda. E, mais uma vez, obrigado pela referência ao meu blogue.

Mais duas sugestões baby-friendly no Porto. A primeira, para almoçar. O Clérigos Vinhos e Petiscos abriu a secção de Brasserie. Trata-se de uma zona de restaurante com pratos completos (e não as habituais tapas). Primeiro ponto a favor, tem espaço. Cabem cadeirinhas, brinquedos e algumas correrias. Segundo, as mesas laterais têm daqueles sofás compridos, onde as crianças adoram sentar-se e onde se podem espreguiçar longe dos olhares dos vizinhos de mesa. Terceiro, as entradas e os pratos gourmet intercalam com massas com tomate e pizzas marguerita. É muito difícil almoçar em locais com comida mais refinada e levar as crianças, quando não existem pratos que elas gostem. Quarto, é na baixa do Porto, que (como já referi) está cada vez mais cosmopolita e repleta de sítios onde passear com os mais novos. Trata-se de cozinha de autor, pelo que os preço são caros, mas nada de extraordinário para quem conhece (e aprecia) a qualidade do chef Pedro Lemos. Existe, no entanto, uma falha grave que, apesar de tudo, me garantiram que seria reparada brevemente. Não há um mudador ou um local reservado para trocar uma fralda. Tivemos que ir ao vizinho Costa Coffee, desembrulhar o presente que o MM fez, para não estragar a sobremesa dos restantes convivas.
Para compensar a sugestão anterior, que é efectivamente cara, um passeio completamente grátis. Para as poucas almas que ainda não conhecem a Fundação de Serralves, os Domingos de manhã são óptimos para fazer uma visita a um dos jardins mais bonitos que este País tem. Primeiro, porque é grátis. Segundo, porque tem muitas sombras, relvados grandes e a Casa de Chá, onde podem repousar e tomar um café, enquanto os rapazes esfolam os joelhos num jogo de futebol improvisado no antigo campo de ténis. Terceiro, com jeitinho ainda conseguem visitar o Museu e entreter-se a decifrar alguma da arte que lá se expõe. Para mim que sou leigo na matéria, custa-me compreender muitas daquelas expressões artísticas, mas vejo e procuro perceber, sem preconceitos. Tenho notado que as crianças se divertem muito com o absurdo de algumas peças. Não vou mentir que o meu lado infantil também.

João Moreira Pinto

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