Votar é dar o exemplo

Posso até ter uma visão distorcida do que se passa na política. Desde que a política passou a resumir-se a contas, mercados, macroeconomia, e outros termos que tais, muitos de nós sentem-se à margem das discussões. Mas, a sensação que tenho, das consultas em que os pais se permitem a mais alguma conversa para ĺá da cirurgia pediátrica, é que, independentemente do grau de literacia, todos os pais se preocupam com o futuro da sociedade que deixarão aos seus filhos. A maioria acaba até por depositar grandes esperanças na geração deles. A esperança que a geração deles será melhor que a nossa. É motivador pensar que estas crianças que estamos a criar serão justas, honestas, informadas, participativas, ‘homens-bons’. Temos a esperança que os nossos filhos sejam eles próprios a base de uma sociedade mais justa, mais honesta, e por aí fora.

Não é novidade nenhuma que as crianças aprendem pelo exemplo. Para o bem e para o mal, a forma como nós falamos, as atitudes que nós temos, as actividades que fazemos são absorvidas pelas nossos filhos, quais pequenas esponjas. Se queremos uma sociedade informada e participativa no futuro, temos que dar o exemplo a quem construirá esse futuro. Por isso, devemos ir votar este Domingo e, preferencialmente, levar os pequenos connosco.

Apesar de nos parecer uma realidade distante, as decisões do parlamento europeu têm impacto directo nas nossas vidas. A vantagem da democracia é que temos a liberdade de decidir o que queremos enquanto País. A liberdade vai ao ponto de haver partidos que se candidatam com o único propósito de sairmos da União Europeia. Por isso, concordando ou não com o curso do projecto europeu, nós podemos decidir por onde ele deve ir. Abstermo-nos de dar a nossa opinião, só favorece quem gosta de decidir pelos outros, quem não gosta deste modelo de participação democrática.

Agora, faltam 48 horas. Os candidatos não ajudaram ao debate. Confundiram-se questões nacionais com questões europeias, confundiram-se decisões governativas com questões partidárias, andaram com fotografias ridículas, declarações infelizes, fizeram-se promessas que nada têm a ver com o parlamento europeu… Faltam 48 horas, mas o Observador tem a solução. Este jornal online recém-nascido tem um inquérito espectacular. O utilizador responde a uma série de questões entre elas algumas decisões que serão tomadas a nível europeu no próximo mandato. No final, ele mostra qual o partido com quem temos mais afinidade e em que questões estamos em acordo ou desacordo. Demora dois minutos.

 

[fonte: observador.pt]

Só para acabar. Talvez queiram confirmar o local onde devem votar aqui. Vamos lá dar o exemplo!

João Moreira Pinto

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